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Dando continuidade à Campanha Nacional
"Certificar para Ganhar o Futuro", a APCER, em conjunto
com a Associação Industrial do Minho, organizou
no passado dia 3 de Maio, mais um seminário, que decorreu
na sede da AIMinho, em Braga. Este evento contou com cerca
de 90 participantes. |
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Certificação das empresas é
ferramenta de gestão essencial ao sucesso
A certificação é cada vez mais uma temática
incontornável para as empresas e assume um papel chave no
desenvolvimento da região. A conclusão, foi avançada
pelo painel de especialistas presentes no seminário "Certificar
para Ganhar o Futuro", organizado pela APCER e pela Associação
Industrial do Minho.
"A qualidade está altamente ligada à competitividade",
afirmou António Marques, Presidente da AIMinho, "e são
as pessoas quem tem de empreender essa mudança". Para
Caldeira dos Santos, Presidente da APCER, a certificação
vai ainda mais longe, ao garantir um carácter sustentado
da competitividade alcançada.
Entre as mais-valias conferidas pela certificação
às empresas destaca-se, como foi realçado na sessão,
o seu valor como garantia de qualidade, atestada por uma entidade
independente e imparcial. Segundo Caldeira Santos, "é
uma forma de diagnosticar e validar o funcionamento da empresa",
tornando visíveis para a comunidade "práticas
reais e assumidas de uma gestão orientada para a qualidade".
A certificação não deve ser, no entanto, encarada
como um processo finito no tempo, alertaram os oradores. Após
a obtenção da certificação, a aposta
na qualidade deve ser uma preocupação diária,
pois só assim é possível às empresas
marcarem a diferença. "É necessário convocar
para o dia a dia muita capacidade de trabalho, muito rigor e disciplina",
realçou António Marques.
A certificação não diz, contudo, unicamente
respeito às empresas. Segundo Leonardo Silva, vice-presidente
do Conselho de Orientação Estratégica da AIMinho,
a certificação das empresas tem um impacto directo,
e essencial, na competitividade da região. "Sem uma
base empresarial de qualidade, o desenvolvimento da região
e a sua capacidade competitiva ficam irremediavelmente comprometidos",
explicou.
Não certificação também acarreta
custos
Os custos inerentes ao processo de certificação constituem
um dos motivos mais frequentemente invocados pelas empresas para
a não implementação do processo. No entanto,
esta perspectiva pode esconder uma outra realidade, a que as empresas
deverão estar atentas.
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Na sessão, ambos os especialistas e as empresas certificadas
presentes alertaram os empresários para uma dimensão
raramente tida em conta, os custos da não certificação.
Pequenos problemas e más práticas não identificadas
no interior das empresas acarretam custos reais, elimináveis
através do processo de certificação. Estes
custos acabam, muitas vezes, por justificarem os encargos ligados
à certificação.
António Gama, director da Qualidade, Ambiente
e Segurança da FDO Construções e Rui Bacelar,
director da Qualidade da Lacticínios das Marinhas atestaram
o impacto positivo da certificação nas suas empresas,
considerando-a a chave do seu sucesso. Para estas empresas, apresentadas
como casos de sucesso da região, é essencial desmistificar
os custos da certificação junto do tecido empresarial
do Minho.
Evolução constante garante resposta às necessidades
das empresas
A certificação conta já com cerca de 20 anos
de existência e tem vindo a evoluir com o passar do tempo.
Existente há 10 anos, a APCER tem vindo a desenvolver uma
investigação constante, de modo a desenvolver novos
produtos que vão de encontro às necessidades que vão
surgindo às empresas. O conceito de certificação
será, para José Leitão, CEO da APCER, "cada
vez mais complexo, mais adaptado ao cliente".
Também o papel do auditor sofreu alterações.
Segundo Júlio Faceira Guedes, auditor da APCER, actualmente
cabe ao auditor um papel muito mais dinâmico e activo do que
a simples verificação do andamento do processo. "Não
basta efectuar o registo das não-conformidades", explicou
o orador, "é necessário ser mais flexível,
promover uma reflexão geral e participativa da empresa".
O novo auditor deverá assim, segundo referiu, assumir-se
como um instrumento de gestão.
Apresentações dos oradores participantes disponíveis
em www.apcer.pt.
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