Evoluir
Maio 2007 | Nº19
 

Dando continuidade à Campanha Nacional "Certificar para Ganhar o Futuro", a APCER, em conjunto com a Associação Industrial do Minho, organizou no passado dia 3 de Maio, mais um seminário, que decorreu na sede da AIMinho, em Braga. Este evento contou com cerca de 90 participantes.

Certificação das empresas é ferramenta de gestão essencial ao sucesso

A certificação é cada vez mais uma temática incontornável para as empresas e assume um papel chave no desenvolvimento da região. A conclusão, foi avançada pelo painel de especialistas presentes no seminário "Certificar para Ganhar o Futuro", organizado pela APCER e pela Associação Industrial do Minho.

"A qualidade está altamente ligada à competitividade", afirmou António Marques, Presidente da AIMinho, "e são as pessoas quem tem de empreender essa mudança". Para Caldeira dos Santos, Presidente da APCER, a certificação vai ainda mais longe, ao garantir um carácter sustentado da competitividade alcançada.

Entre as mais-valias conferidas pela certificação às empresas destaca-se, como foi realçado na sessão, o seu valor como garantia de qualidade, atestada por uma entidade independente e imparcial. Segundo Caldeira Santos, "é uma forma de diagnosticar e validar o funcionamento da empresa", tornando visíveis para a comunidade "práticas reais e assumidas de uma gestão orientada para a qualidade".


A certificação não deve ser, no entanto, encarada como um processo finito no tempo, alertaram os oradores. Após a obtenção da certificação, a aposta na qualidade deve ser uma preocupação diária, pois só assim é possível às empresas marcarem a diferença. "É necessário convocar para o dia a dia muita capacidade de trabalho, muito rigor e disciplina", realçou António Marques.

A certificação não diz, contudo, unicamente respeito às empresas. Segundo Leonardo Silva, vice-presidente do Conselho de Orientação Estratégica da AIMinho, a certificação das empresas tem um impacto directo, e essencial, na competitividade da região. "Sem uma base empresarial de qualidade, o desenvolvimento da região e a sua capacidade competitiva ficam irremediavelmente comprometidos", explicou.


Não certificação também acarreta custos

Os custos inerentes ao processo de certificação constituem um dos motivos mais frequentemente invocados pelas empresas para a não implementação do processo. No entanto, esta perspectiva pode esconder uma outra realidade, a que as empresas deverão estar atentas.
Na sessão, ambos os especialistas e as empresas certificadas presentes alertaram os empresários para uma dimensão raramente tida em conta, os custos da não certificação. Pequenos problemas e más práticas não identificadas no interior das empresas acarretam custos reais, elimináveis através do processo de certificação. Estes custos acabam, muitas vezes, por justificarem os encargos ligados à certificação.

António Gama, director da Qualidade, Ambiente e Segurança da FDO Construções e Rui Bacelar, director da Qualidade da Lacticínios das Marinhas atestaram o impacto positivo da certificação nas suas empresas, considerando-a a chave do seu sucesso. Para estas empresas, apresentadas como casos de sucesso da região, é essencial desmistificar os custos da certificação junto do tecido empresarial do Minho.


Evolução constante garante resposta às necessidades das empresas

A certificação conta já com cerca de 20 anos de existência e tem vindo a evoluir com o passar do tempo. Existente há 10 anos, a APCER tem vindo a desenvolver uma investigação constante, de modo a desenvolver novos produtos que vão de encontro às necessidades que vão surgindo às empresas. O conceito de certificação será, para José Leitão, CEO da APCER, "cada vez mais complexo, mais adaptado ao cliente".

Também o papel do auditor sofreu alterações. Segundo Júlio Faceira Guedes, auditor da APCER, actualmente cabe ao auditor um papel muito mais dinâmico e activo do que a simples verificação do andamento do processo. "Não basta efectuar o registo das não-conformidades", explicou o orador, "é necessário ser mais flexível, promover uma reflexão geral e participativa da empresa". O novo auditor deverá assim, segundo referiu, assumir-se como um instrumento de gestão.


Apresentações dos oradores participantes disponíveis em www.apcer.pt.



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